Quando presto consultoria nas empresas para maximizar os resultados dos departamentos de vendas aplico a metodologia chamada teoria DISC para análise dos perfis comportamentais dos vendedores.
Ao implantar este processo fica evidente quais profissionais possuem características comportamentais para a arte de vender e quais deles caíram de “paraquedas” no departamento, pois o vento de alguma forma soprou para esta profissão.
A teoria DISC demonstra o quanto cada profissional tem dos fatores Dominância, Influência, eStabilidade e Conformidade e como cada um se adapta ao meio que está inserido.
Pessoas com fatores de Influência e Dominância altos possuem comportamentos mais assertivos para a área comercial, pois o fator Influência demonstra uma facilidade maior para o relacionamento com pessoas e o fator Dominância caracteriza a busca por resultados.
As pessoas com fator eStabilidade mais evidente preferem ambientes mais previsíveis e constantes, onde não hajam mudanças bruscas e são ótimos apaziguadores de conflitos, estas características são fantásticas para outras áreas como administrativas, atendimento ao cliente ou tarefas que exigam “repetição”, mas com certeza não para a área comercial.
Já pessoas com o fator Conformidade alto possuem foco maior na tarefa, isto é, são detalhistas, perfeccionistas, críticos sobre qualquer desvio e normalmente não trabalham bem a parte de relacionamento com grupos variados. Estas características são melhores aproveitadas em departamentos financeiros, planejamento ou técnico.
Outro grande benefício que as empresas têm quando desenvolvem a teoria DISC é o feedback que aplicamos aos colaboradores sobre seus problemas comportamentais, pois apesar do fator Influência e Dominância serem os mais apropriados para o departamento comercial, eles também trazem algumas complicações que devem ser gerenciadas por ele e pelo líder como problemas em relação ao trabalho em equipe, desorganização e falhas de comunicação.
A teoria DISC é um fantástico instrumento para colocarmos as pessoas certas nos lugares certos e o ideal é a utilização deste conceito desde a contratação. Mas mesmo empresas que já possuem seus quadros preenchidos sua aplicação contribui para re-configurar o organograma de forma mais assertiva, maximizando tanto o resultado dos departamentos de vendas como qualquer outra área da companhia.
Caso queira receber mais informações para aplicar a Teoria DISC na sua equipe, entre em contato conosco: 11-3641-1136 ou contato@portalfox.com.br.
Essa é uma idéia de James Hunter, autor do livro “ O Monge e o Executivo “, com a qual concordo integralmente. Ele conta que falar de amor em cursos de liderança geralmente provoca estranheza em algumas pessoas, especialmente executivos engravatados, que reagem com surpresa e até desconforto assim que ouvem esta afirmação pela primeira vez.
O conceito de amor que Hunter emprega, porém, é bem diferente do sentimento de paixão e romantismo que temos por nossos parceiros ou do afeto que sentimos por nossos filhos. O conceito a que se refere é o do amor universal, que, na liderança, se expressa pelo respeito e a consideração pelo outro, o interesse por seu bem-estar e o desejo autêntico de vê-lo feliz – um sentimento, como se vê, que pode-se ter em relação a qualquer pessoa.
Na definição de James Hunter, amor é “o ato de se colocar à disposição dos outros, identificando e atendendo suas reais necessidades e sempre procurando o bem maior”. Ainda segundo o autor, esse conceito de amor está baseado em oito comportamentos que descrevo a seguir.
- Paciência – Ser paciente é ser capaz de manter o autocontrole em situações que vão contra a nossa vontade ou aquilo que consideramos correto. A paciência nos impede de ter uma explosão de raiva com o colaborador que comete um erro grosseiro ou faz tudo diferente do que o orientamos a fazer. Trata-se de uma qualidade, enfim, que nos ajuda a manter o equilíbrio e lidar de uma maneira mais racional com as situações adversas que encontramos.
- Gentileza – Ser gentil é dar atenção e demonstrações de consideração para com os outros. Atender prontamente o chamado de um colaborador que pede ajuda, ouvir com atenção o que ele nos diz e usar as palavras “por favor” e “obrigado” são maneiras de expressar gentileza e fazer a pessoa se sentir considerada.
- Humildade – Oposto da vaidade, da arrogância e do orgulho, a humildade nos faz compreender que não somos os donos da verdade, podemos falhar às vezes e não temos todas as respostas. Sobre os líderes humildes, Hunter diz: “Autênticos, eles não posam de sábios, estão sempre disponíveis e, de certa forma, vulneráveis, pois têm o ego sob controle e não se baseiam em ilusões de grandeza, acreditando ser indispensáveis para a empresa”.
- Respeito – Respeitar é reconhecer o valor dos outros. O fato de ocuparmos a posição de líderes não nos torna melhores do que nossos colaboradores nem os torna piores do que nós: todos somos seres humanos, dignos da mesma consideração. A melhor maneira de demonstrar respeito pelas capacidades dos outros, na visão de James Hunter, é delegar-lhes responsabilidades.
- Altruísmo – Trata-se da capacidade de atender as necessidades dos outros antes mesmo das suas. Ser altruísta é capaz de fazer sacrificios e abrir mão de vantagens pessoais para obter benefícios para a equipe. Isso parece ingenuidade num mundo em que predomina a lógica individualista, mas não aos olhos dos colaoboradores, que desenvolvem sentimentos de admiração e respeito por um líder altruísta.
- Perdão – Baseia-se na consciência de que as pessoas têm limitações e fraquezas, que erram e merecem uma chance de acertar. Se um líder não for capaz de perdoar o colaborador por seus deslizes, como poderá desenvolvê-lo? O perdão não é bonzinho nem faz vista grossa para o erro do colaborador, mas aponta o erro, exige reparação e não guarda ressentimento.
- Honestidade – Na liderança, a honestidade se manifesta pela atitude de falar a verdade, ser transparente, não enganar nem tentar manipular o colaborador. O líder honesto inspira confiança nos liderados, condição básica para criar um ambiente de trabalho saudável e favorável ao desenvolvimento das pessoas.
- Compromisso – Hunter define essa qualidade como “ser fiel à sua escolha”. O líder compromissado com o desenvolvimento de sua equipe toma decisões alinhadas com esse objetivo e jamais o perde de vista. O mesmo vale para outros objetivos, como alcançar os resultados estabelecidos para o setor, concluir projetos no prazo etc. “Os melhores líderes servidores são aqueles que assumem compromissos e os cumprem”, diz Hunter, acrescentando que um líder só tem autoridade moral para pedir comprometimento da equipe se ele próprio tiver esse comprometimento.
Aos que perguntam a James Hunter se o líder deve ser capaz de gostar mais das pessoas, ele responde que a maneira como se trata as pessoas é mais importante que os sentimentos que se tem por elas. “Muita gente questiona se é possível simular o comportamento amoroso. Minha resposta é que não se deve preocupar com o sentimento, e sim praticar os comportamentos do amor”.
Ricardo Piovan - Palestrante e Coach Organizacional
Início de mais um ano e como sempre um sentimento de renovação no ar. Momento de agradecer as conquistas de 2009 e também aceitar os fracassos, pois com certeza neles existem muitos aprendizados que nos ajudarão a construir o nosso sucesso e nossa felicidade neste ano de 2010.
Agora, uma coisa que não entendo: As pessoas planejam suas férias, casamentos, estudos, compra da casa e aí vai, mas raramente vejo as pessoas planejando o seu sucesso e sua felicidade, pontos fundamentais para a nossa existência feliz e harmoniosa na terra.
Pensando nisto gostaria de disponibilizar as pessoas que seguem o meu blog, twitter e artigos, uma estratégia chamada RODA da VIDA, utilizada em sessões de coaching, para medir o seu sucesso e a sua felicidade para posteriormente estabelecer sonhos e metas.
Aproveite e cadastre-se para participar do sorteio de 10 livros no dia 11 de janeiro. Basta abrir uma conta no TWITTER e me acompanhar. Dez pessoas receberão gratuitamente o livro: Resiliência - Como Superar Pressões e Adversidades no Trabalho.
Abraços e muita atitude e competência para 2010, ano que o Brasil e para aqueles que se preparam não faltaram oportunidades. Ricardo Piovan - Palestrante e Coach Organizacional
Normalmente a liderança não utiliza esta importante ferramenta na gestão de sua equipe, pois acredita-se que as pessoas já são pagas para fazer seus trabalhos com assertividade não necessitando de outras formas de recompensa.
A revista exame perguntou aos funcionários das 150 maiores e melhores empresas para se trabalhar quais eram os principais fatores que traziam satisfação e motivação no ambiente de trabalho e o resultado foi surpreendente: o terceiro item mais respondido foi “salários e benefícios condizentes ao cargo” e o primeiro fator que traz mais alegria no trabalho foi: “aprovação ou direcionamento” da liderança.
Veja que incrível, a recompensa verbal ( aprovação da liderança ), teve mais destaque que a recompensa financeira ( salários e benefícios condizente ao cargo ).
Isto é fácil explicar:
Uma das premissas do ser humano é a REALIZAÇÃO, seja ela material ou não. O dinheiro que recebemos nos dá a sensação de realização física, pois com ele podemos comprar um carro, uma casa ou outros bens. Agora a realização também está conectada a coisas intangíveis como fechar um grande pedido, reconquistar um cliente perdido ou produzir um relatório magnífico. E quando o gestor recompensa verbalmente este trabalho, o funcionário também se sente REALIZADO, principalmente quando este feedback parte de uma pessoa que ele admira e que está em um posto mais elevado que o seu.
Além de deixar o funcionário motivado ao receber o feedback positivo pela sua realização o líder garante um segundo benefício: a repetição do comportamento que levou ao bom resultado. Ao aplicar a recompensa verbal o liderado tende a repetir o comportamento que ele teve e desta forma irá trazer novos bons resultados gerados pela atitude observada no feedback positivo.
Imagine que o liderado elaborou um relatório perfeito inserindo informações importantes que você não havia solicitado. Ao dar o feedback a ele você provavelmente destacará a sua iniciativa por ter colocado estas informações adicionais e provavelmente ele irá repetir o comportamento da iniciativa em outras atividades que executará para você.
É fundamental que o líder aplique feedbacks positivos em seus liderados dando a eles o prazer da satisfação de terem realizado algo importante para a empresa, para o seu líder e também para a sua própria carreira, feedback positivo é uma ótima ferramenta para manter sua equipe motivada, confiante e incentivada a repetir o comportamento positivo nas próximas tarefas.
Abraços e até a próxima.
Ricardo Piovan - Palestrante e Coach Organizacional
Quem nunca teve uma reação explosiva no ambiente de trabalho ao entrar em conflito com um colega ou recebeu um feedback ofensivo do chefe? É nesses momentos que falta a famosa, mas tão pouco utilizada, “inteligência emocional”.
No Mundo Corporativo, Heródoto Barbeiro conversa com o consultor Ricardo Piovan, autor do livro “Resiliência - Como Superar Pressões e Adversidades no Trabalho …
Provavelmente você já se deparou com pessoas complicadas dentro da empresa, pessoas que estão a todo tempo reclamando, dizendo que tudo é impossível, desrespeitando o próximo, sendo muito agressivo e por aí vai.
Estas pessoas tem como estado de EGO predominante o que chamamos de PAI CRÍTICO, isto é, pessoas que são críticas em relação a outras pessoas e fatos. Provavelmente um indivíduo com este estado de EGO já está criticando este artigo sem ao menos lê-lo até o final. Veja as características destas pessoas:
- Palavras: Pare, Não, Ridículo, Está errado, É complicado;
- Tom de Voz: Ríspido, Cortante, Imperioso;
- Postura: Rígida, Ereta, Tensa;
- Expressão: Cenho franzido, Bravo;
- Gestos: Dedo em riste, Pé batendo, Mão na cintura.
Para lidar com estas pessoas a última coisa que você deve fazer é invocar o seu PAI CRÍTICO também, pois com certeza haverá conflito entre vocês dois, pois PAI CRÍTICO não tem racionalidade e flexibilidade, e em momentos de conflitos o que é mais necessário é a flexibilização dos dois lados.
Para convencer uma pessoa difícil você deve utilizar o seu estado de ego ADULTO, este estado é equilibrado, atencioso e questionador. Quando você dá atenção a um PAI CRÍTICO utilizando o seu estado de ego ADULTO, e começa a fazer perguntas para ele como: “O que você faria para resolver esta questão ? “, “Onde você acha que erramos e o que poderíamos fazer diferente ?, você está estimulando ela a refletir o assunto com o “córtex pré frontal”, parte do nosso cérebro relacionada a “razão” e não a “emoção” que é comandada pela “amígdala” ( Veja o artigo chamado Sequestro da Amígdala ). A amígdala é responsável pelas nossas atitudes intempéries que impedem a racionalização do problema.
Assim que você começar a utilizar o seu ADULTO dando atenção e questionando, a pessoa com quem você está conversando sai do PAI CRÍTICO e vem para o ADULTO também. E adulto com adulto se entendem, pois têm flexibilidade e harmonia.
Não precisamos ir tão longe assim, caso seu marido ou esposa venha com o PAI CRÍTICO, sendo comandados pela amígdala ( lado emocional ) se você vier com seu PAI CRÍTICO haverá confusão e não chegarão a nenhum acordo, mas se você vier com seu ADULTO, dando atenção e fazendo perguntas relacionadas ao problema, o marido ou a esposa automaticamente também irão utilizar o seu estado de ego adulto, e tudo então ficará mais fácil para ser resolvido.
Parece muito simples o que coloco e realmente é simples, o que atrapalha nesta técnica é a falta de paciência de quem aplica. Muitas vezes a pessoa que você está se relacionando tem o PAI CRÍTICO muito forte, portanto, o tempo para ele cair no ADULDO acaba sendo um tanto longo, e por este motivo muito pessoas acabam desistindo dela, mas acredite que vale a pena, pois quanto mais paciente você for, mais você estará comandando o conflito e aprendendo a se relacionar com pessoas que possuem o PAI CRÍTICO muito elevado, afinal ao longo de nossas vidas encontraremos muitas pessoas com este estado de ego predominante.
Resumindo, para lidar com pessoas difíceis você precisa de três atitudes: Dar atenção, questioná-las respeitosamente e paciência.
Volto a lembrar a frase de James Hunter: “A definição de insanidade e você continuar a fazer a mesma coisa desejando um resultado diferente”.
Experimente algo novo e veja se um novo resultado acontece.
Recebo muitas reclamações, em minhas palestras e treinamentos, relacionadas à dificuldade de influenciar os chefes para mudanças, sejam em procedimentos, especificações de produtos, investimentos ou simplesmente vender a idéia de um novo conceito. Independentemente do que você deseja persuadir o seu chefe, seguem algumas dicas de como convencê-lo do que você deseja mudar ou fazer:
. CONFIANÇA: antes de vender uma idéia ao seu superior tenha a convicção de que ele o considera uma pessoa confiável e assertiva, pois na maioria das vezes os chefes dizem NÃO “as pessoas” e não “as idéias”, simplesmente porque não confiam que elas realizarão um bom trabalho ou que tenham boas idéias. Antes de vender idéias venda assertividade e confiança.
. CONHECIMENTO: o primeiro ponto que você deve aprimorar é o conhecimento daquilo que você pretende mudar. Seu chefe deve sentir segurança na sua fala, portanto esteja embasado para responder com supremacia a qualquer pergunta que ele faça para você. Se o seu objetivo é a liberação de uma verba extraordinária para vincular uma nova propaganda em algum site da internet, tenha detalhadamente os números de acessos, quem são os leitores, horários de maior visualização e etc. Muitas vezes a informação completa alinhada com a confiança já determina o convencimento.
. ENTUSIASMO: Você está totalmente convencido que a sua idéia é extraordinária? Você precisa apresentar o seu projeto com convicção e alegria demonstrando ao seu chefe que a possibilidade de êxito é certa, se você não estiver convencido de que sua idéia é fantástica provavelmente o seu chefe também não a achará. Apresente antes sua idéia para outras pessoas, talvez elas tragam a luz “gaps” que devem ser ajustados antes da apresentação final.
. TENHA UM PLANO B: Caso não tenha sucesso após demonstrar conhecimento e vender sua idéia com entusiasmo, apresente um plano B para testá-la. Caso esteja querendo uma verba para viajar para outra cidade com o objetivo de aumentar as vendas e não está conseguindo este consentimento, solicite a permissão para fazer ligações a empresas deste novo local oferecendo os produtos por telefone avaliando assim a receptividade, e após colher estes dados diga que apresentará uma planilha demonstrando o interesse ou não das empresas no produto. Com o plano B você deixa a sua idéia viva para reflexões futuras.
. PERSISTÊNCIA: Não desistir é uma das principais características do poder de influência e persuasão, pois ao persistir você reavalia novas formas de fazer ou até mesmo de refletir se cometeu algum erro nos pontos anteriores. Será que sou de confiança? Será que o conhecimento foi suficiente para vender a idéia? Expressei-me com entusiasmo? Apresentei um plano paralelo para aquilo que desejava?
O poder de influenciar qualquer pessoa está alinhado ao real desejo individual, tal afirmação está embasada na célebre frase de Napoleon Hill onde ele destaca:
“Homens e mulheres que realmente desejam algo sempre encontram um caminho, para aqueles que não desejam tão fortemente assim encontram apenas obstáculos.”
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Qualquer treinamento que ministro seja ele de liderança, resiliência, assertividade ou trabalho em equipe, sempre apresento a pesquisa da revista VCSA sobre os motivos das demissões nas empresas. Após verificar as causas do cartão vermelho dado pelo líder a revista chegou à seguinte conclusão: a cada 10 demissões no mercado de trabalho 8,7 delas são problemas comportamentais e apenas 1,3 está ligado à deficiência técnica.
São as atitudes das pessoas que as estão demitindo ou impedindo o seu sucesso dentro das organizações, costumo dizer que os 1,3 demitidos por insuficiência técnica também é um problema comportamental, pois a procrastinação ou a preguiça de buscar o conhecimento impossibilita a pessoa de estudar e resolver a sua dificuldade.
Outra pesquisa realizada com líderes e empresários aborda as 10 atitudes dos profissionais talentosos, aqueles que fazem diferença nas organizações e conseqüentemente são promovidos ou colocados em posição de destaque nas corporações:
1- Ele não é o mais inteligente e sim o mais comprometido com a empresa.
2- Ele realiza o que é delegado imediatamente, sem reclamar.
3- Ele colabora com seus colegas de trabalho, mesmo quando a tarefanão é de sua área.
4- Ele participa, dá opiniões, mesmo correndo o risco de não ser bem entendido.
5- Ele termina o que começa.
6- É o que presta atenção nos detalhes naquilo que faz e procura fazer tudo bem feito.
7- Ele sempre faz mais que o solicitado, a todo tempo quer exceder nas suas atividades
8- É o que está sempre procurando saber mais sobre a empresa, participando dos cursos e palestras, para servir melhor clientes e colegas.
9- É aquele que não trabalha olhando o tempo todo para o relógio para ir embora.
10- É aquele que respeita o ambiente de trabalho desde como se veste, até como se comporta, e principalmente o que fala.
Incentivo as pessoas a não se limitarem na busca pelo aprimoramento técnico, mas também o autoconhecimento para aperfeiçoar os seus comportamentos pois não tenha dúvida que as atitudes limitantes podem comprometer o sucesso profissional.
Para validar este artigo gostaria de compartilhar com você a celebre frase de Peter Drucker, o guru da administração moderna: “As pessoas são contratadas pelo seu CV ( habilidades técnicas ) mas são demitidas pelos seus comportamentos”.
Caso tenha interesse, acesse este link e veja indicações de livros e treinamentos comportamentais para o seu aprimoramento.
Sou um grande entusiasta do FEEDBACK, pois este recurso é fundamental para a evolução de líderes e liderados nas organizações.
Muitas literaturas sobre o tema definem FEEDBACK como “um processo de amor que visa o desenvolvimento do próximo”. Quando apresento este conceito, as pessoas me olham com desconfiança, mas notem que enquanto há feedback existe amor entre as partes.
Em um feedback onde a esposa diz ao marido que o casamento não está indo muito bem ainda há amor, pois a companheira quer que isto mude e ambos vivam com a mesma paixão de antes, quando se conheceram. Mas quando a esposa para de falar sobre o que não está bom, há uma grande chance de o amor ter acabado, iniciando assim uma separação mental na cabeça da mulher para posteriormente ocorrer à separação física.
No ambiente corporativo é a mesma coisa. Enquanto um líder “feedbeca” seu liderado ainda há amor, pois há o desejo de desenvolvimento do funcionário, apontando a ele os pontos que necessitam de melhorias, como talvez mais iniciativa, atender melhor os clientes, gerenciar melhor o seu tempo e assim vai. Mas quando o chefe se cala, não aplicando mais feedbacks, há uma possibilidade de que o amor tenha acabado e a partir deste momento a liderança aguarda ansiosamente que o colaborador continue errando, para ter motivos concretos para a demissão.
O grande problema do quadro acima é que os líderes fazem este processo de amor com ofensividade, pois aprenderam com seus líderes anteriores, na infância ou com seus pais a aplicar feedbacks pesados chegando ao desrespeito, mas acreditem que mesmo carregados destes aspectos negativos ainda existe o amor, o amor para a mudança.
Os liderados precisam de inteligência emocional neste momento, e entender que este processo não é crítica e sim uma grande oportunidade de melhorar o que precisa ser melhorado. A dica é pegar toda a ofensividade da liderança e mandá-la para Deus, pois ele tem amor suficiente para transformar esta ofensividade em mais amor e pegar deste feedback a essência do que o seu líder está querendo dizer. Talvez o seu líder esteja dizendo que você precisa ser mais proativo, buscar mais conhecimento técnico, aprimorar a qualidade do seu trabalho ou até mesmo mostrar que você tem um potencial maior do que imagina.
Precisamos compreender que feedback é uma fantástica oportunidade de desenvolvimento profissional e pessoal. Ele é um PRESENTE oferecido pela pessoa que vê com mais clareza nossos comportamentos limitantes. Não há dúvida que a liderança tem problemas comportamentais como a arrogância na hora de aplicar o feedback, mas isto é outro problema que podemos conversar em outro artigo. Precisamos buscar a ponto central do feedback, pois ali há uma grande oportunidade de transformarmos comportamentos que nos limitam em comportamentos que nos potencializam.
Disponibilizo a você um teste chamado Janela de Johari que permite o autoconhecimento na habilidade de receber e aplicar feedbacks. Faça o download e verifique se você tem facilidade em utilizar esta poderosa ferramenta de gestão. Acesse este link para fazer o download.
Até a próxima e convido você a conhecer o treinamento: Liderança Assertiva - O Líder Completo acessando este link.
Lendo a VOCÊSA de julho/09 ( que destaca os Chefes Tóxicos ) resolvi reeditar um artigo que escrevi a algum tempo, pois este tem grande sintonia com a matéria da Revista.
Vamos ao artigo:
Desde que comecei a ministrar treinamentos de liderança nas empresas, venho observando que a maioria das pessoas demitem-se de seus chefes e não da organização em que trabalham. Tal observação é validada pela pesquisa do Instituto Gallup que demonstra que 66% dos funcionários se demitem dos seu chefes e não da corporação que as contratou.
O fato é que muitos gestores desmotivam profundamente seus funcionários. Como disse Eugênio Mussak em um curso que participei: a motivação humana está ligada a dois fatores básicos - obter prazer e evitar sofrimento. Se um líder faz sua equipe sofrer com atitudes autoritárias e rudes, as pessoas se demitem para evitar o sofrimento – ou melhor, demitem o chefe TÓXICO de suas vidas.
Mas quais atitudes do líder levam a essa reação tão drástica dos colaboradores? Recorro agora ao Livro de Ouro da Liderança de John Maxell, onde são apontados quatro fatores que levam as pessoas a desistirem de seus chefes:
1. As pessoas desistem de quem as desvaloriza
Há chefes que parecem incapazes de elogiar os colaboradores por um trabalho bem feito, negando-lhes o prazer de serem reconhecidos. Pergunto a você LÍDER: Você sente prazer quando o seu chefe lhe reconhece por um trabalho bem feito ? Não tenho dúvidas que sim. Portanto, acredite, o seu liderado também fica muito motivado com isto.
2. As pessoas desistem de quem não é confiável
Uma pesquisa realizada em empresas americanas indica que a confiança no ambiente trabalho está em declínio. O estudo destacou cinco comportamentos dos líderes que destroem a confiança dos liderados:
. Agir de modo incoerente com o que diz
. Obter vantagens pessoais
. Sonegar informações
. Mentir ou contar meias-verdades
. Ter mentalidade fechada
3. As pessoas desistem de quem é incompetente
Pode o colaborador ter respeito por um chefe incompetente, que se impõe pela força em vez do exemplo? Vejamos o que nos diz a “lei do respeito”, extraída do livro As 21 Irrefutáveis Leis da Liderança: “As pessoas seguem naturalmente os líderes que demonstram serem mais fortes que elas”. Um colaborador que, por exemplo, tem capacidade de liderança grau 7 não seguirá um líder que tem grau 4. Aprimore sua competência da liderança.
4. As pessoas desistem de quem é inseguro
É muito fácil identificar um líder inseguro. Basta verificar se ele está preparando alguém para sucedê-lo. Pessoas querem líderes que as estimulem a alçar vôos; anseiam por mentores que as auxiliem a desenvolver seu potencial.
Diante do que foi exposto neste artigo, nós, líderes, temos muito a refletir. Será que estamos fazendo nossos liderados sofrerem com nossas atitudes? Estamos realmente lhes proporcionando condições de trabalho? Ou será que nossos comportamentos os estão fazendo ir embora e levar consigo o conhecimento adquirido na empresa e os frutos do investimento em suas competências?
Sugiro que você peça à sua equipe um feedback sobre os quatro fatores que fazem as pessoas desistir de seus chefes. Descubra se você proporciona prazer ou sofrimento a aqueles que passam 8, 10 ou até 14 horas em sua companhia.